sábado, 2 de setembro de 2017

Adoro quando ele chega

🚫 MAIORES DE 18 🚫

"The bathroom's fogging up with our heartbeats. Sweat for me. I want your nails scrapping down the back of my neck"

Adoro quando ele chega. 
Entra e logo me procura, prendendo-me nos seus braços, colando os seus lábios aos meus. 
As suas mãos deslizam pelas minhas costas e enquanto uma me ergue a perna, a outra aperta as minhas nádegas. 
A barba áspera, aparada na perfeição, arrepia-me a pele e o seu perfume masculino inebria-me os sentidos. 
Solto-me dos seus braços, pego-lhe na ponta da gravata azul e, com um sorriso maroto nos lábios, encaminho-o até à casa de banho. 
Empurro-o, obrigando-o a sentar-se num banco que se encontra num canto da divisão. 
Tiro-lhe o telemóvel do bolso e, rapidamente, procuro a playlist ideal. 
Os primeiros acordes soam e eu afasto-me dele, balançando o meu corpo num movimento sensual. Rodopio, ergo os braços em direção ao teto, desço até ao chão e volto a subir, num movimento fluido. 
Os seus olhos estavam fixos no meu corpo que se movia como uma serpente encantada. 
Debrucei-me sobre o lavatório, empinei o rabo, deslizei uma das mãos até às nádegas e fui levantando o fino tecido do vestido vermelho que cobria o meu corpo. 
Através do espelho pude ver o desejo surgir na sua cara ao ver que eu não tinha qualquer roupa interior vestida. 
Ergui-me e dirigi-me a ele. Sentei-me no seu colo e senti por baixo das suas calças o quanto ele me queria.
Peguei-lhe na mão e levei um dos seus dedos aos meus lábios. Coloquei-o na boca e suguei-o. 
De seguida, comecei a guiar o seu dedo pela minha pele. Lábios, queixo, pescoço, peito, seios, mamilos. 
Agarrou-me ambos os seios, apertando-os, fazendo-me ofegar. 
Gentilmente, coloco uma mão na sua nuca e guio a sua boca até aos meus seios que ele abocanha sem hesitar. Beija, lambe, suga. Sente o sabor da minha pele e faz-me ofegar de desejo. 
Empurro-lhe a cabeça para trás, obrigando a encostar-se na parede e beijo-o com paixão, enquanto lhe tiro o casaco. 
Saio do seu colo, ajoelho-me entre as suas pernas e tiro-lhe o cinto. 
Levanto-me, volto a empinar o rabo e, num movimento ágil, bato com o cinto nas minhas nádegas, soltando um gemido. 
Largo o cinto, entro dentro do duche e ligo a água quente. 
A música continua a tocar. 
Coloco-me debaixo do chuveiro e deixo que a água me caia nos cabelos e escorra pelo meu corpo, molhando-me o vestido e tornando-o transparente. 
Debaixo da água volto a dançar. Agito as minhas ancas, toco o meu corpo de forma provocante, deixo que as gotas de água sejam minhas bailarinas. 
Viro-me de costas para ele, encostando o peito na parede fria e húmida, elevo o rabo e abano-o. Ele não resiste e entra no duche, sem sequer se despir. 
Envolve o meu corpo nas suas mãos e puxa-me contra si. Sinto, contra o meu rabo, o quanto está excitado. 
Puxa-me o cabelo, beija-me o pescoço e aperta-me os seios. Vira-me de frente para si e beija-me fogosamente. Arranco-lhe a camisa, rebentando os botões, deixando revelar o seu corpo torneado. Passo com as unhas no seu peito. Um arranhão nunca fez mal a ninguém. 
Ele continua a distribuir beijos pelos meus lábios, pescoço e seios. 
Desaperto-lhe as calças, que caiem no chão molhado, e aperto-lhe o pénis por cima dos boxers. Ele solta um gemido rouco no meu ouvido e todo o meu corpo se arrepia. Dispo-lhe os boxers e, assim que se livra deles, pega-me ao colo e encosta-me à parede. O frio da parede contrasta com a água quente que cai sobre nós e com o fogo que nos consome. 
Olha-me nos olhos, sorri maliciosamente e começa a penetrar-me. Começa com movimentos lentos e sem tirar os seus olhos dos meus, deixando-me a ofegar e a gemer no seu ouvido. Quando percebe que o meu corpo começa a vibrar de prazer, torna os seus movimentos mais rápidos. As minhas unhas cravam-se nas suas costas, já não controlo a minha respiração e os gemidos tornam-se parte da melodia que ecoa no ar. Atiro a cabeça para trás, arqueando as costas, deixando que a água caia diretamente na minha face e entrego-me ao prazer. Os movimentos dele são rápidos e fortes, provocando em mim um prazer imenso. 
Os nossos gemidos e gritos fundem-se num só, criando a mais bela sinfonia, pautada pelas notas da melodia que se ouve e pelo som da água que nos abraça. 
Sinto o seu pénis latejar e inundar-me do seu líquido quente. O seu gemido final sobrepõe-se à música. Mas ele não pára e continua a movimentar-se dentro de mim. 
Pouco depois sinto a explosão de mil fogos-de-artifício em cada pedaço do meu corpo. Solto um grito de prazer que ecoa pela casa. 
Ele coloca-me os pés no chão e encosta a sua testa na minha. Ainda ofegantes, olhamo-nos nos olhos e rimos. 
As nossas roupas ensopadas, as suas costas marcadas de arranhões, o meu corpo ainda a tremer. 
 A música continua a tocar, inocente testemunha do nosso amor e desejo. 
Enlaço os meus braços no seu pescoço e beijo-o. 
Sim, sem dúvida. 
Adoro quando ele chega.



2 comentários :

  1. Este texto está mesmo qualquer coisa de fantástico... Adorei mesmo, damn girl!

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    1. Olá Sandra!
      Muito obrigada! Fiquei muito feliz por ter gostado!
      Arrisquei escrever algo mais erótico e estava com receio que quem não fosse do agrado de quem me lê.
      Obrigada! (E vou "segui-la"!) <3

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