sábado, 16 de setembro de 2017

Meu amor


🚫 MAIORES DE 18 🚫

"Don't go love, stay all night, now you're mine."

Chegas a casa depois de mais um dia exaustivo.
O trabalho prolongou-se e só queres uma noite descansada.
Mas, meu amor, não é isso que vais ter.
As luzes de casa estão apagadas e o silêncio impera.
Pensas que estou a dormir e tens cuidado para não fazer barulho.
Oiço os teus passos pelo corredor.
Entras silencioso e fechas a porta.
O quarto está mergulhado na escuridão.
Prepara-te, meu amor.
Acendo um fósforo que ilumina timidamente o meu rosto.
Sobressaltas-te.
Apenas vejo a tua silhueta mas sinto o teu olhar nos meus lábios.
Pintei-os de vermelho como gostas. E a fraca luz do fósforo alumia-os sensualmente.
Antes de a chama se extinguir sorrio maliciosamente.
A chama apaga-se e o quarto volta a tingir-se de negro.
“O que estás a fazer?”, perguntas divertido.
Não respondo e acendo duas velas, uma de cada lado da cama.
As chamas amarelas iluminam o quarto conferindo-lhe um ambiente romântico e atrevido.
Aproximo-me de ti.
Vais beijar-me mas coloco-te um dedo nos lábios.
Deslizo o dedo dos teus lábios para o teu queixo, pescoço, camisa e paro na ponta da tua gravata.
Puxo-te contra mim e beijo-te.
A minha língua invade a tua boca e abraça a tua.
Agarras-me com força e apertas-me a nádegas com as tuas mãos fortes.
Quebro o beijo e empurro-te contra a parede.
Afasto-me um pouco de ti.
Só agora reparas que tenho vestido um dos teus blazers.
O azul-escuro, o que mais adoro.
Começo a desabotoar os botões do casaco enquanto olho para ti.
Deixo que deslize pelos meus ombros até cair aos meus pés.
Uso a lingerie que me ofereceste no nosso primeiro ano juntos.
Sim, meu amor, a vermelha.
Os teus olhos percorrem o meu corpo perdendo-se nas curvas e despistando-se nas contracurvas.
Deito-me na cama, recosto-me nas almofadas e fico a olhar para ti.
Apressadamente, tiras a gravata e encaminhas-te para a cama.
Mas calma, meu amor.
Encosto um pé descalço no teu peito e empurro-te para trás.
Com o queixo indico-te uma cadeira estrategicamente colocada num canto do quarto.
Confuso, olhas para mim e para a cadeira mas acabas por te resignar.
A cadeira está no escuro.
Em cima da cadeira vês um papel escrito com batom vermelho.
“Aguardo ordens, meu amor”.
Olhas para mim surpreso.
Relês a mensagem e ris baixinho enquanto te sentas.
Não te vejo, só distingo a tua silhueta na escuridão.
Mas tu vês-me.
E esse é o objetivo, meu amor.
“Então, hoje vamos brincar assim? Tudo bem. Despe-te.”
A primeira ordem foi dada.
Pego numa das alças do soutien e deixo-a deslizar pelo ombro.
Ajoelho-me na cama virada de frente para ti.
Passo as mãos pelo meu corpo, acariciando a minha pele suave.
Sinto o teu olhar acompanhar os meus dedos.
Durante o percurso libidinoso solto o soutien e deixo-o cair.
Os meus seios ficam expostos, banhados pela luz da chama que ilumina o quarto.
Toco nos meus seios, apertando-os, brincando com os mamilos eretos que devem estar a deixar-te louco.
Gatinho até à ponta da cama, saio dela e fico à tua frente.
Sorrio maliciosamente.
Viro-me de costas para ti, deslizo as mãos desde o meu cabelo até à lateral das cuecas.
Lentamente, começo a descê-las e empino o rabo acompanhando o movimento.
Tiro-as, volto a virar-me de frente para ti e passo o pedaço de tecido pelo meu corpo.
A renda deixa-me a pele arrepiada.
Atiro-as para cima de ti e volto para a cama onde me deito na posição inicial.
Percebes que aguardo a próxima ordem.
“Toca-te”.
A segunda ordem está dada.
Volto a ajoelhar-me na cama e começo por colocar um dedo na boca e sugá-lo.
Sei que não resistes a estes lábios vermelhos, meu amor.
Tiro o dedo da boca e deslizo-o pelo meu pescoço traçando um caminho até aos seios.
Aperto-os com força e solto um suspiro.
Deixo uma das mãos nos seios enquanto a outra percorre o meu corpo até chegar à minha vagina.
Toco o meu clitóris quente e massajo-o com movimentos lentos.
Oiço-te mexer na cadeira.
Já estou a começar a deixar-te louco, não estou, meu amor?
Inclino-me para trás, apoiando-me numa mão e afastando as pernas.
A outra continua a explorar o calor que sinto.
Olho na tua direção.
Não te vejo mas acredito que te estou a olhar olhos nos olhos.
Deslizo a mão marota e deixo que um dedo escorregue para o interior da minha gruta molhada de prazer.
Solto um gemido rouco.
Expor-me assim para ti está a deixar-me mais excitada do que esperava.
Começo com movimentos lentos que duram o tempo suficiente para eu querer mais.
Dois dedos.
Aumento a velocidade dos movimentos.
O meu corpo acompanha o ritmo, serpenteando na cama.
Os meus gemidos sobem de tom.
Tiro os dedos repentinamente.
Sento-me na cama, encostada às almofadas.
Levo os dedos molhados à boca, fecho os olhos e chupo-os.
Abro as pernas.
A outra mão toma o lugar outrora ocupado pela sua semelhante.
Dois dedos metidos bem fundo.
Coordeno os movimentos de ambas as mãos.
Mas os meus gemidos são impossíveis de controlar.
A cada entrada solto um gemido alto abafado pelos dedos que chupo com gosto como se fossem o teu pénis.
Por entre os sons de prazer oiço-te.
Oiço roupa a cair no chão.
Oiço os teus passos.
Sinto o teu peso na cama.
Abro os olhos e aqui estás tu, meu amor.
“Aguenta-te”.
A terceira ordem foi dada.
Puxas-me os braços para cima da minha cabeça.
Colas a tua boca à minha, numa guerra de línguas pautada pelo desejo.
Sem qualquer aviso penetras-me.
Afasto os nossos lábios para soltar um grito de prazer.
Beijas-me o pescoço.
Quero soltar-me e passar as unhas pelas tuas costas.
Mas tu não deixas e imobilizas-me.
Penetras-me devagar mas com força.
Sinto o teu pénis duro invadir-me o corpo, deixando um rasto de prazer.
Soltas-me os braços e agarro-me de imediato ao teu pescoço.
Sem saíres de dentro de mim, agarras-me e viras-nos, ficando eu por cima.
O movimento rápido faz com que uma das velas se apague.
Mas o nosso desejo não se apaga.
O prazer inflama o nosso corpo.
Inclino-me sobre a tua cabeça e deixo que me sugues os mamilos enquanto cavalgo a galope em cima de ti.
O suor cola os nossos corpos como se fosse âmbar.
Estou a entrar em êxtase.
Inclino-me para trás e continuo os movimentos rápidos e fortes.
Sinto o teu membro latejar de prazer.
Não aguento mais, meu amor.
O orgasmo chega e liberto-o num gemido prazeroso.
Não paro os movimentos e também tu chegas ao expoente máximo do prazer.
Ergues-te e abraças-me com força.
Os teus gemidos roucos envolvem-se com os meus suspiros de deleite.
Os nossos peitos encontram-se um contra um outro, buscando o ar que nos devolverá a vida.
Acaricias-me o cabelo.
Afastas-te, sorris carinhosamente e beijas-me.
Um beijo romântico, cheio de ternura e amor.
Deixamo-nos cair na cama, lado a lado.
Chegaste a casa cansado, meu amor.
E eu deixei-te relaxado, pronto para enfrentar o dia seguinte.
“Amo-te”, dizes.
Beijas-me os cabelos e adormeces aninhado neles.
A chama mantém-se acesa.
Sopro-a e o quarto mergulha na escuridão.
Descansa, meu amor, amanhã é um novo dia.
E a noite espera-te.


mulher de lingerie vermelha na cama

1 comentário :

  1. Intenso! Gostei :)

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